Por Piedade Líbano Monteiro

2018 Representou um marco na história da APSA. Foi o ano em que completámos 15 anos de atividade. 15 Anos a Construir Pontes e a Desenhar Futuros. 
 

Seguimos sem nos desviarmos da nossa Missão, assente nos nossos Valores que vivemos diariamente, esta tarefa de sensibilizar, explicar, ajudar a aceitar e acompanhar quem de perto convive com a Síndrome de Asperger (SA). 
 

Assim, durante o ano de 2018 realizámos 13 Gaivotas (Ações de sensibilização nas Escolas), fomos convidados para 22 palestras e apresentações, realizámos 1 Seminário sobre o Novo Regime do Maior Acompanhado, atendemos 39 famílias no Tempo de pais, algumas vindas do Brasil e Itália. Enquanto Conselheiros do Conselho Nacional de Saúde de Portugal, participámos ativamente num estudo sobre o Bem-Estar dos Portugueses dos 0 aos 18 anos, onde realçámos os cuidados a ter na prevenção para a Saúde Mental. Este estudo pode ser consultado no site do CNS. Pertencemos a diversas Plataformas ligadas à Educação e Saúde. O Programa Empregabilidade da APSA cresceu exponencialmente durante os ano de 2017/18. Fomos muito solicitados para apresentar a APSA e os vários projetos desenvolvidos, com muito ênfase para o Programa Empregabilidade. Candidatámo-nos a muitos projetos, sempre com a convicção da nossa causa. Ganhámos alguns, perdemos outros, é a lei da vida!   


Mas foi sem dúvida no Futuro que nos centrámos, pois diz-nos a experiência, que estamos no caminho certo, e quando acreditamos e afirmamos que as pessoas com Síndrome de Asperger podem ser cidadãos produtivos, úteis à sociedade, e com capacidade de ocuparem o seu lugar no mercado de trabalho, dizêmo-lo com convicção e sempre com a certeza que é este o caminho. 


Desta forma, consolidámos as relações com algumas das Grandes Empresas portuguesas que temos vindo a manter desde 2014, tendo começado com apenas duas nessa altura, em 2018 já contamos com 15 no total. Temos também assistido ao crescimento do número de jovens com SA que frequentam o Programa Empregabilidade na Casa Grande, que rondam agora os 19. 


Este não é um caminho fácil, não tem um tempo record para acontecer. O Programa Empregabilidade não é só preencher uma vaga de emprego numa determinada empresa por um jovem com SA que a consegue ocupar. Não. É muito mais que isso, pois se assim fosse não haveria qualquer dificuldade e seriamos uma simples empresa de recrutamento. Não! Capacitar um jovem com SA para o emprego é como que um “namoro” entre a empresa, os seus colaboradores e “O jovem” da APSA. Implica capacitar o jovem para aquela função específica e para aqueles que irão ser os seus colegas de trabalho. Tal como na empresa, também é preciso capacitar os colaboradores para receberem aquele jovem da APSA, com determinadas características e formas de comportamento que não são comuns aos restantes colegas de trabalho. O desafio é desenvolver todo este trabalho, e com alguns altos e baixos, o Match se consiga fazer por forma a significar um Win/Win para ambas as partes. A certeza que este desafio tem grandes chances de ser superado, é de facto a metodologia própria da APSA, que através da sua equipa técnica especializada faz o acompanhamento transversal em todas as fases do processo, bem como a supervisão objetiva e funcional do Jovem ou Jovens. Depois, temos a gestão de expectativas por parte das famílias. Esta é muitas vezes a parte mais difícil. Não há timmings certos, não há certezas de que tudo dê certo. Quantas vezes os jovens gostam de uma atividade, e sentem-se bem nela, e são os pais que não aceitam, porque não foi aquilo que sonharam para o seu filho? Sim, aí estaremos por perto e sempre atentos. Não podemos forçar nenhuma das partes nem o jovem, nem as famílias, mas conseguimos uma boa mediação no sentido de ajudarmos as famílias a aceitarem aquilo que elas nem ninguém pode mudar, as vontades, as capacidades e as escolhas dos nossos filhos! 
 

Este ano de 2018, foi também o ano em que constatámos a urgência que temos na nossa sustentabilidade, para ficarmos libertos do jugo financeiro que nos é imposto, pelo fato de termos de realizar a verba suficiente para darmos resposta às nossas necessidades. E aqui fazem diferença os projetos aos quais nos candidatamos, umas vezes ganhamos, outras não, mas quando o resultado não é positivo, as nossas finanças vacilam fortemente. Temos de por fim a esta situação, uma vez que sabemos que do estado só temos cerca de 23% de apoio. É urgente usar a criatividade para evitar riscos maiores, para o desenvolvimento dos nossos projetos, para a uma maior estabilidade financeira da APSA. 
 

E é este o principal desafio para 2019, trabalhar com criatividade a nossa sustentabilidade! Para podermos livremente abraçar os nossos sonhos e fazer cumprir a nossa missão. Pedimos mais participação das Famílias, pedimos aos nossos Associados a compreensão do quão importante é manter as quotas em dia, pedimos a todos os que nos rodeiam e que acreditam em nós que estejam por perto e nos apoiem!  
 

Por mais um Ano a Caminhar connosco, Bem Hajam! 
A todos desejo um Feliz 2019! 

 

 

No passado dia 12 de dezembro realizou-se mais um jantar de Natal da APSA.

O evento teve lugar nas instalações da Casa Grande e consistiu num jantar partilhado, pelo que coube aos jovens e aos familiares da Casa Grande trazerem uma parte (sumos, salgados, doces, etc.).

Depois do jantar houve oportunidade para assistir na sala nobre às atuações musicais dos jovens Jorge Lozano, João Santos, Bruno Mendes, Miguel Pereira e José Nascimento. Houve também a interpretação de um tema do Matias Damásio e da Vanesa Martín, denominado “Porque queramos vernos”, bem como um tema da Marisa Liz, intitulado “Procura por mim”. Foi a primeira vez que houve uma mistura entre música e coreografias numa só atuação.

Foi uma noite fantástica! Mais uma vez, os nossos jovens estão de parabéns. Agradecemos a presença dos participantes e o contributo de todos aqueles que tornaram possível a realização de mais um evento.

 

 

No dia 06 de dezembro o Museu da Sociedade de Geografia de Lisboa acolheu o seminário “Novo Regime do Maior Acompanhado”.

O objetivo do evento foi esclarecer e debater a última alteração da lei do regime do Maior Acompanhado, que revoga os institutos da interdição e da inabilitação, por forma a reduzir de forma considerável a estigmatização que lhes são associados.

Coube à Senhora Ministra da Justiça, a Dra. Francisca Van Dunem, abrir a sessão, juntamente com o Vice-Presidente da secção de jurisprudência da Sociedade de Geografia de Lisboa, Dr. José Costa Pinto e com o Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, o Prof. Luís Aires de Barros.

Em seguida, o Professor Doutor António de Menezes Cordeiro, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e orador principal, abordou a justificação atribuída ao Novo Regime do Maior Acompanhado e a respetiva evolução perante situações de interdição e inabilitação.

Posteriormente, a diretora técnica e psicóloga da APSA, a Dra. Patrícia de Sousa, e a chefe de divisão do Gabinete de Apoio Técnico do INR, Dra. Fernanda Sousa, esclareceram a dúvida acerca de quando é que alguém se revela incapaz de exercer os seus direitos ou cumprir os seus deveres de forma plena, pessoal e conscientemente. Neste sentido, a Dra. Patrícia de Sousa explicou o contributo da APSA para a integração dos jovens com síndrome de Asperger na sociedade.

Antes do coffee break seguiu-se um debate moderado pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral da APSA e sócio coordenador PLMJ contencioso, Nuno Líbano Monteiro, que consistiu numa ronda de perguntas colocadas pela plateia.

O arranque da segunda parte da sessão foi dedicado ao processo judicial de acompanhamento de maiores, e contou com a coordenação da doutorada e associada coordenadora do PLMJ, a professora doutora Marta Costa. Para fechar este momento realizou-se mais um debate com uma ronda de questões da audiência.

O tema dos benefícios fiscais e do contributo do Estado na proteção do maior acompanhado também não foi esquecido, e foi explicado pela associada sénior e PLMJ Fiscal, a Dra. Joana Maldonado Reis.

Posteriormente, o Dr. João Medeiros, sócio e coordenador PLMJ Penal, antecedeu mais um debate, ao abordar a responsabilidade penal e contraordenacional ligado ao maior acompanhado.

O encerramento da sessão foi conduzida pela presidente da direção da APSA, Piedade R. Líbano Monteiro, e pelo Dr. Nuno Moraes Bastos, presidente da secção de jurisprudência da Sociedade de Geografia de Lisboa, que expressaram os seus agradecimentos pela realização do evento e esperam que em 2019 a Sociedade de Geografia de Lisboa volte a acolher este tipo de iniciativas.

 

A APSA esteve presente no dia 19 de novembro na primeira Feira de Responsabilidade Social da PwC Portugal - Shinning Star's Market, no Palácio Sottomayor, em Lisboa.

Tratou-se de uma iniciativa no âmbito da área de Responsabilidade Social desta consultora, com o objetivo de envolver os colaboradores nas causas das várias instituições presentes.  Durante o evento decorreram duas dinâmicas. Uma nas salas individuais, onde cada associação apresentou a sua missão, e outra na sala de formação com dois painéis de convidados.  Um dos painéis abordou o tema “Fazer a diferença em contexto de doença”, o outro Painel incidiu sobre uma temática bastante atual,  “Mudar Vidas - A importância do emprego”. Neste ultimo painel a APSA foi convidada a participar juntamente com a associação Salvador e a Dress for Success. Neste painel abordaram-se as principais dificuldades da integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho bem como algumas boas praticas e experiencias de cada associação.

Obrigado à PwC pela iniciativa e que seja a primeira de muitas!

 

 

 

A Associação EPIS – Empresários para a Inclusão Social e a Fundação Amélia de Mello premiaram a APSA – Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger com duas bolsas sociais para o ano de 2018 e 2019. Esta distinção decorre no âmbito do “Projeto Gaivota” que tem como objetivo organizar e realizar sessões de sensibilização nas Escolas e nas Empresas de todo o país sobre a síndrome de asperger, com o objetivo de promover a inclusão de jovens com esta condição não só nas escolas como no mercado de trabalho.

A cerimónia de entrega dos diplomas aconteceu no dia 22 de novembro no auditório da CUF descobertas e contou com a presença de varias individualidades associadas da EPIS, tais como o presidente do Grupo José de Mello Saúde e Fundação Amélia de Mello, o Dr. Vasco de Mello, O presidente da Galp e Vice presidente da EPIS, o Dr. Luis Gomes da Silva, um representante do Secretario de Estado da Educação, entre outras. Para alem do momento de entrega de diplomas, tivemos também um momento muito especial, a atuação da BAND’apsa muito bem representada pelos nossos jovens João Santos, Bruno Mendes e Bruno Fraga. Foi um momento musical muito aplaudido pela plateia. Os jovens da APSA estão de parabéns!!

Obrigado à EPIS na pessoa do Dr. Diogo Simões Pereira e da Dra. Susana Lavajo que foram incansáveis para com a APSA.

 

Quem Somos

A APSA – Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sem fins lucrativos, que nasceu em Lisboa, a 7 de Novembro de 2003, por vontade de um grupo de pais. Assumimos como Missão: Promover o apoio e a integração social das pessoas com Síndrome de Asperger (SA), favorecendo as condições para uma vida autónoma e mais digna.

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